fazendo-nos abandonar vidas por beijos,
querendo cada vez mais nossos desejos
desesperados e temerosos ao fim, a dor.
Fazes-nos ser suspeitos de um crime perfeito,
Imaginando que amando, não criaremos fadiga,
mas não imagina que essa inveja é do amor, amiga,
e mesmo assim crimes perfeitos não deixam suspeitos.
Loucuras feitas pelo amor, ó cousas assustadouras,
da mais bela confusão até a mais confusa beleza.
Elas sempre e nunca ao mesmo tempo, serão duradouras.
Como pode um sentimento tão belo desse acabar assim?
Então como homenagem, deixarei mais um soneto sem fim.
~Vieira~