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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Passado...

Ultimamente observo-me no passado,
Vejo que vivia em um mundo odiado,
Dizia que vivia em um cruor amargurado,
Que iria morrer sozinho, sem ser amado.

Dizia eu que a vida não fazia o mínimo sentido,
Que a única saída era com certeza a morte,
Acabava que eu vivia sempre medroso e abatido,
E nunca acreditava que mudanças existiam pela sorte.

Hoje o mundo, para mim, está muito diferente,
Diria eu que está mais alegre, mais feliz.
E digo que hoje, eu vivo bem e felizmente.

Eu tenho uma pessoa para livremente amar,
Uma vida para simplesmente viver e sonhar,
Não existe mais motivo para triste, reclamar.

~Vieira~

Sem ideias

Inúmeras vezes estou letras, exprimindo.
sem significado mas continuo a escrever
mesmo quando não sei mais o que dizer
até quando estou inocentemente dormindo.

Não canso de ver as letras fluindo vagarosamente,
Na bela melodia de um breve e sonolento soneto,
Esses poemas servem na minha vida como amuleto,
Protegendo da vida e da dor, um ser errante, amante.

Já se foram dois quartetos e nada útil foi dito,
Continuo a escrever acreditando que no ultimo
Terceto di-lo-ei utilmente algo bendito.

É, retiro-me como um poeta fracassado
Pois nada verdadeiro consegui passar-lhes
E imagino-me ao belo lado dela, amado.

~Vieira~