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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sem ideias

Inúmeras vezes estou letras, exprimindo.
sem significado mas continuo a escrever
mesmo quando não sei mais o que dizer
até quando estou inocentemente dormindo.

Não canso de ver as letras fluindo vagarosamente,
Na bela melodia de um breve e sonolento soneto,
Esses poemas servem na minha vida como amuleto,
Protegendo da vida e da dor, um ser errante, amante.

Já se foram dois quartetos e nada útil foi dito,
Continuo a escrever acreditando que no ultimo
Terceto di-lo-ei utilmente algo bendito.

É, retiro-me como um poeta fracassado
Pois nada verdadeiro consegui passar-lhes
E imagino-me ao belo lado dela, amado.

~Vieira~

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